Bancada da bala articula para manter parte da política armamentista da era Bolsonaro
Parlamentares liderados por membros da bancada da bala do PL estão se articulando para manter uma parte da política de armamento da era Jair Bolsonaro. O objetivo é negociar com o governo Lula um meio termo entre as políticas do governo Bolsonaro e a restrição proposta pela atual gestão.
Já foram produzidos oito projetos de lei para derrubar o decreto que congelou a concessão de registros para caçadores, atiradores e colecionadores (CACs) e mais quatro para sustar os efeitos da portaria do Ministério da Justiça que determinou o recadastramento das armas na Polícia Federal. Enquanto isso, o governo Lula segue firme em sua política de restringir o número de armas nas mãos de cidadãos comuns. O próximo passo é retomar as linhas gerais do Estatuto do Desarmamento, de 2003. O Ministério da Justiça criou um grupo de trabalho em fevereiro, com a participação da sociedade civil, para orientar as novas regras, e não há sinais de que a política será mudada.
Para alcançar um possível acordo com o governo, a bancada da bala busca a intermediação do presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL). A frente armamentista inclui políticos de outras legendas que apoiam Lula, e pretende chegar a um tipo de acordo que permita manter uma parte da política de armamento da era Bolsonaro
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