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Alagoas
CASO CLÁUDIA POLLYANE

Desembargador mantém empresário detido em investigação por tortura e estupro

Felipe Vieira

O Tribunal de Justiça de Alagoas negou o pedido liminar de habeas corpus apresentado pela defesa de Maurício Anchieta de Souza, proprietário da clínica Luz e Vida, onde a esteticista Cláudia Pollyanne foi assassinada. A decisão foi tomada pelo desembargador João Luiz Azevedo Lessa, que considerou não haver elementos suficientes, neste momento, para justificar a libertação do investigado.

Maurício Anchieta permanece preso após a conversão da prisão em flagrante em preventiva e é investigado por crimes graves, como tortura e estupro, supostamente cometidos no contexto do funcionamento da clínica de reabilitação. O magistrado destacou que, neste estágio inicial, não há situação de urgência ou ilegalidade evidente que justifique a soltura imediata.

O empresário e sua esposa também são réus no processo que apura o assassinato de Cláudia Pollyanne, crime de grande repercussão em Alagoas. O novo processo, que envolve acusações de abusos dentro da clínica, é considerado um desdobramento das investigações sobre a morte da esteticista, embora tramite em vara distinta.

Com a decisão, Maurício Anchieta continua preso enquanto as apurações seguem em andamento. O habeas corpus da esposa dele, Jéssica Vilela, também dona do estabelecimento, está previsto para julgamento no fim do mês.

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