A ministra Cármen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal, votou pela condenação do ex-deputado Eduardo Bolsonaro por difamação contra a deputada Tabata Amaral. Ela é a segunda a se manifestar no caso e seguiu o entendimento do relator, Alexandre de Moraes.
De acordo com o relator, publicações feitas por Eduardo em 2021 nas redes sociais teriam prejudicado a imagem da parlamentar ao sugerir, sem comprovação, ligação com interesses do empresário Jorge Paulo Lemann. As mensagens insinuavam favorecimento indevido e possível relação com financiamento de campanha.
Para Moraes, o conteúdo divulgado ultrapassou os limites da crítica política e configurou ofensa à reputação, caracterizando o crime de difamação. O julgamento acontece no plenário virtual do STF, onde os demais ministros ainda devem apresentar seus votos.