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Empresários criticam acordo sobre fim da escala 6×1 e aponta motivação eleitoral

O presidente da CNI também alertou para possíveis consequências no mercado, como aumento de preços ao consumidor e maior dificuldade para contratação de mão de obra.

Felipe Pimentel

O presidente da Confederação Nacional da Indústria, Ricardo Alban, criticou o acordo firmado entre o presidente da Câmara, Hugo Motta, e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre o fim da escala 6×1. Em entrevista à coluna Milena Teixeira, Alban afirmou que a proposta possui motivação “estritamente eleitoral” e não teria sido debatida de forma adequada com o setor produtivo.

Segundo Alban, empresários não são contra discutir mudanças na jornada de trabalho, mas avaliam que o prazo de 60 dias para a nova regra entrar em vigor inviabiliza qualquer planejamento, principalmente para pequenas e médias empresas. Ele afirmou que uma mudança desse porte exigiria mais tempo para adaptação e análise dos impactos econômicos.

O presidente da CNI também alertou para possíveis consequências no mercado, como aumento de preços ao consumidor e maior dificuldade para contratação de mão de obra. “Em 60 dias, você contrata mão de obra onde? Nós não temos. O que vai acontecer é repasse de preço”, declarou, ao criticar a rapidez da proposta.

Apesar das críticas, Alban ressaltou que o setor produtivo não é contrário ao fim da escala 6×1, mas defendeu uma transição gradual entre a jornada atual de 44 horas semanais e uma nova carga horária reduzida. Ele informou ainda que pretende procurar o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, e outros parlamentares para discutir alterações no texto.

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