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Caso Ype

Exames descartam relação entre detergente Ypê e internação de menina de 10 anos

Arthur Vieira

A suspeita de que um detergente da marca Ypê teria provocado a internação de uma menina de 10 anos, no Rio Grande do Norte, foi descartada após exames laboratoriais apontarem que a criança estava com uma infecção viral sem qualquer relação com o produto de limpeza.

Segundo a Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap), o diagnóstico confirmou eritema infeccioso, doença causada pelo parvovírus humano, conhecida por provocar manchas avermelhadas na pele, além de sintomas como febre, dor de cabeça e mal-estar.

A informação foi confirmada pelo secretário estadual de Saúde, Alexandre Motta, que afirmou que a investigação afastou a hipótese inicial de contaminação associada ao detergente.

“Foi descartada a possibilidade de infecção relacionada ao produto Ypê. A criança apresentou uma doença viral benigna, sem maiores complicações, e já recebeu alta”, afirmou.

A menina deixou o hospital na última quarta-feira (20) e segue em recuperação em casa.

O caso ganhou repercussão após a suspeita inicial levantar dúvidas sobre uma possível reação causada pelo produto. No entanto, os exames sorológicos realizados durante a investigação confirmaram que o quadro clínico era compatível com eritema infeccioso, condição de origem viral e sem vínculo com substâncias químicas presentes no detergente.

Com o resultado, as autoridades de saúde encerraram a linha de investigação que relacionava a internação ao produto de limpeza e reforçaram que a doença identificada não representa risco elevado, apresentando evolução favorável na maioria dos casos.

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