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Crime

Mulher é presa em São Paulo suspeita de gravar tortura de animais para vender vídeos na internet

Arthur Vieira

Uma mulher foi presa na manhã desta quinta-feira (28), no bairro da Bela Vista, região central de São Paulo, suspeita de gravar vídeos de tortura contra animais e comercializar o conteúdo em plataformas online voltadas ao público estrangeiro.

Identificada como Daiana Schuinsekel de Almeida, a empresária é investigada por maus-tratos, zoosadismo e comercialização de material com violência contra animais. A prisão foi realizada por equipes da Delegacia de Crimes Contra o Meio Ambiente, vinculada ao Departamento de Polícia de Proteção à Cidadania (DPPC).

Segundo as investigações, os vídeos mostravam agressões contra coelhos e pintinhos, geralmente filhotes. O conteúdo era vendido em plataformas semelhantes ao Discord para compradores na Europa, por valores que variavam entre 20 e 50 euros, de acordo com o tipo de gravação.

A investigação começou após uma ONG da Bulgária denunciar o caso às autoridades brasileiras. A entidade teve acesso aos vídeos e encaminhou o material inicialmente à Polícia Federal, que repassou a apuração para a Polícia Civil de São Paulo.

De acordo com a polícia, Daiana foi identificada a partir de tatuagens e marcas nas pernas que apareciam nas gravações. Um mandado judicial de prisão já havia sido expedido contra ela.

No momento da abordagem, a suspeita confessou os crimes, mas alegou que os vídeos seriam antigos. Questionada sobre o paradeiro dos animais utilizados nas gravações, ela preferiu permanecer em silêncio.

Durante as buscas na residência, os policiais apreenderam os calçados usados nas sessões de tortura, incluindo saltos altos e tênis de plataforma. As autoridades afirmam que os vídeos mostram a investigada esmagando os animais com os pés e as mãos.

Por se tratar de imagens extremamente violentas, o conteúdo não foi divulgado pelas autoridades nem pela imprensa.

Em nota, o Discord informou que mantém políticas rígidas contra conteúdos envolvendo violência e abuso animal e afirmou possuir mecanismos de moderação e fiscalização para remover materiais desse tipo.

A defesa da investigada não foi localizada até a última atualização da reportagem.

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