Lula sobe o tom contra tarifas americanas: “Não aceitaremos esse tratamento”
Segundo o presidente, o país tem relevância internacional, uma longa trajetória diplomática e sempre esteve aberto ao diálogo com o governo norte-americano.
O presidente Lula afirmou nesta quarta-feira (3) que o governo brasileiro foi surpreendido pelo documento divulgado pelo Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR), que propõe a aplicação de tarifas de 25% sobre parte das importações brasileiras.
Durante discurso, Lula criticou a forma como a medida foi anunciada e disse que o Brasil não pode aceitar ser tratado como uma "republiqueta insignificante". Segundo o presidente, o país tem relevância internacional, uma longa trajetória diplomática e sempre esteve aberto ao diálogo com o governo norte-americano.
O petista também reclamou do fato de ter tomado conhecimento das primeiras medidas comerciais por meio das redes sociais do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Para Lula, decisões desse porte deveriam ser comunicadas oficialmente entre os chefes de Estado, respeitando os canais diplomáticos.
Lula voltou a contestar a justificativa americana para a taxação, afirmando que os Estados Unidos acumulam superávit na relação comercial com o Brasil. Segundo ele, o governo brasileiro optou por responder com diálogo e argumentos, buscando demonstrar à comunidade internacional e à população norte-americana que a medida representa uma punição injustificada ao país.