Confundido com membro do PCC, síndico passa dois meses preso por engano e é solto pela Justiça
A defesa de Adadilton sempre negou qualquer envolvimento dele com o crime organizado
A Justiça de São Paulo revogou na segunda-feira (1) a prisão de Adadilton Candido da Silva Barreto, de 33 anos. O síndico havia sido detido no dia 14 de abril, no Guarujá, litoral sul de São Paulo, após ser confundido com um integrante do Primeiro Comando da Capital (PCC).
Adadilton foi preso sob suspeita de atuar como torturador nos chamados “tribunais do crime”, sessões usadas pela facção para julgar e punir pessoas apontadas como inimigas. As investigações o associavam ao desaparecimento de Maria Eduarda Cordeiro da Silva, de 20 anos, sumida desde o início do ano. O corpo da jovem ainda não foi localizado.
Após quase dois meses detido, o Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) determinou a soltura do síndico ao concluir que houve erro na identificação. A defesa de Adadilton sempre negou qualquer envolvimento dele com o crime organizado.