Duas semanas antes de ser preso durante uma operação contra o Comando Vermelho, o influenciador digital Patrick Almeida, conhecido como PTK, negou qualquer envolvimento com facções criminosas. Em uma live realizada no dia 20 de maio, ele afirmou que nunca integrou organizações criminosas e declarou: “Se eu fosse envolvido com alguma coisa, tenho certeza de que já estaria preso”.

Durante a transmissão, PTK também comentou uma possível candidatura a deputado federal e respondeu a questionamentos sobre sua relação com pessoas ligadas ao crime. “Nunca [integrei]. Quem é da favela sabe que todo mundo conhece todo mundo. Agora, cada um escolhe a sua vida e o caminho que quer seguir. Eu escolhi o meu”, afirmou o influenciador, que soma mais de 180 mil seguidores nas redes sociais.

A prisão ocorreu nesta quarta-feira (3), durante a Operação Morro do Alemão, que cumpriu 51 mandados judiciais em Alagoas e no Rio de Janeiro. Segundo a Polícia Civil, investigações apontam que PTK mantinha contato com Nem Catenga, apontado como uma das principais lideranças do Comando Vermelho no estado.

De acordo com a corporação, áudios interceptados revelaram conversas sobre um projeto político ligado aos interesses da facção. Em um dos trechos analisados pelos investigadores, Nem Catenga afirma que o grupo precisava de um “representante nosso” ocupando espaços de poder, o que reforçou a suspeita de uma tentativa de infiltração da organização criminosa na política alagoana.