Após caso PTK, Burity critica diferença de tratamento em crimes cometidos por políticos: 'justiça por inteiro'
Coronel dos Bombeiros defendeu punição severa para crimes cometidos por políticos e por facções
O coronel do Corpo de Bombeiros Militar, jornalista e ativista político Gustavo Burity utilizou as suas redes sociais nesta quarta (3) para criticar a diferença de tratamento em casos de corrupção envolvendo políticos em comparação com facções criminosas.
"Se liga se eu entendi: o cara da quebrada iria se eleger com o apoio de um grupo terrorista. Agora, o engravatado não vai se eleger com o apoio de banqueiros e do caixa dois? Ambos os lados querem poder, galera", questiona.
Segundo Burity, os crimes de corrupção cometidos por políticos deveriam ser analisados, julgados e ter o mesmo apelo midiático dos casos envolvendo indivíduos 'da quebrada'.
"Na boa, não é defesa, mas parece que quando o crime vem da favela, é caso de polícia; quando vem do palácio, é caso de sigilo. Se é para falar de justiça, que seja por inteiro. Cadeia para quem usa arma, cadeia para quem usa a caneta para destruir a vida do povo".
O vídeo publicado por Burity foi veiculado após a prisão do influenciador PTK, na manhã desta quarta (3), suspeito de envolvimento com o Comando Vermelho. Segundo investigações, PTK teria sido escolhido por lideranças para defender os interesses da facção na política.