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Após receber perdão judicial, Monique se emociona e abraça familiares ao deixar tribunal

Eduarda Nascimento

Após receber o perdão judicial e ter a liberdade determinada pela Justiça, Monique Medeiros se emocionou ao reencontrar familiares no plenário do Segundo Tribunal do Júri do Rio de Janeiro, na madrugada desta quinta-feira (4), após o encerramento do julgamento do caso Henry Borel.

Monique chorou ao ouvir a sentença e foi abraçada por parentes presentes no tribunal. O júri popular decidiu desclassificar a acusação de homicídio doloso para homicídio culposo, entendendo que não houve intenção de matar o filho, mas negligência diante das agressões sofridas pela criança.

Ela foi condenada por omissão em relação à tortura praticada contra Henry, recebendo pena de um ano e quatro meses de prisão. Como o período já havia sido cumprido, a juíza Elizabeth Machado Louro determinou a expedição do alvará de soltura.

Ao justificar o perdão judicial pelo homicídio culposo, a magistrada afirmou que Monique já teria sofrido consequências severas ao longo dos últimos anos, mencionando uma reação social considerada desproporcional e marcada por questões de gênero.

Já o ex-vereador Jairo Souza Santos Júnior, apontado como responsável pelas agressões que levaram à morte de Henry, foi condenado a 43 anos, 9 meses e 20 dias de prisão pelos crimes de homicídio duplamente qualificado, tortura e coação no curso do processo.

O julgamento foi encerrado após dez dias de sessões, tornando-se um dos casos de maior repercussão da história recente do Judiciário brasileiro.

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